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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

“Obrigado senhor polícia. Jamais o esqueceremos”: o emocionante testemunho de um cidadão à PSP


O testemunho de um cidadão sobre a atuação de um agente da Polícia de Segurança Pública em Lisboa está a correr a Internet e já tem mais de 4 mil partilhas nas redes sociais. Vítor Martins Romão é o nome do homem que, num momento de aflição, foi ajudado por um PSP que circulava numa mota na capital, como dá conta o Correio da Manhã.

 “O agente dirigiu-se e após continência, pediu-me os documentos e perguntou o porquê da marcha de urgência e do tipo de condução. Ao que respondi, que tinha uma filha à espera num bloco operatório de Sta. Maria, e que ele tinha 2 opções: ou me prendia já, ou eu ia seguir e na mesma condução”, explicou Vítor.


 Testemunho do cidadão Vítor Martins Romão:

 “Antes de mais, a minha guerreira continua a lutar de forma brava. 24h depois da cirurgia. Ontem, quando estava a regressar a Lisboa, vindo de uma rápida ida a Grândola, recebi uma chamada da Renata, aflitíssima, porque lhe tinham ligado do Hospital de Santa Maria a solicitar presença urgentíssima de um de nós. Faltava assinar o termo de consentimento, para o procedimento anestésico da Margarida, e ela encontrava-se no bloco operatório em espera, para a tão urgente e vital cirurgia. Escusado será dizer que, após ligar os 4 piscas, a minha condução passou para o modo WRC, na versão Pai Aflito. Tenho esperança, de não ter colocado em perigo os condutores que apanhei, mas talvez 😉 tenha feito por queimar pontos para 2 cartas de condução. Algures na cidade, quando olhei pelo retrovisor, tinha uma moto da PSP a mandar encostar. Assim fiz. O agente dirigiu-se e após continência, pediu-me os documentos e perguntou o porquê da marcha de urgência e do tipo de condução. Ao que respondi, que tinha uma filha à espera num bloco operatório de Sta. Maria, e que ele tinha 2 opções: ou me prendia já, ou eu ia seguir e na mesma condução. Obviamente, não estava o mais sereno, e as lágrimas correram-me, num misto de aflição e nervoso. Calmo. Sem sequer tirar o capacete, nem pegar na carteira dos documentos, que lhe estava a dar, apenas me disse: “respire fundo, acalme-se o que lhe seja possível e siga-me”. Saiu em direcção à mota e escoltou-me até Santa Maria. Em frente ao portão principal, voltou a fazer continência e seguiu. Fiquei sem palavras. Nem nome, nem cara, sequer. Apenas o senhor polícia da mota. Talvez fosse isso mesmo que ele quis dizer. Ele foi apenas a Polícia. Foi apenas a instituição que representa. E eu e a minha filha, os cidadãos que ele jurou defender. E existem muitas formas de defender. Algumas nem vêm nos cânones, outras vêm nos cânones e são humanamente infringidas. Obrigado senhor polícia, em nome, da minha familia, do meu País, que tanto precisa. Jamais o esqueceremos. Nota: numa sociedade que nunca será perfeita, mas que devemos sempre lutar para que seja, prefiro tolerar uma falha dos bons a ajudar os bons, do que penalizar uma falha dos bons a lutar contra os maus. É só.”

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