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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Carlos Cruz, debilitado, afirma que não tem mais motivos para viver…


Carlos Cruz esteve em entrevista ao Cascais24 e falou de um presente que nunca pensou viver. Ele recorda um passado que o tranquiliza: “Eu olho para trás e vejo que não fiz mal a ninguém”. Com aparente agonia no rosto, produz uma frase forte: “Não estou a fazer praticamente nada. Estou a viver, a passar o tempo”. O que vemos é um homem triste perante o jornalista do Cascais24.

 Carlos Cruz tem 76 anos e ainda está a recuperar do período de reclusão e mal disfarça os efeitos da vida na Carregueira, depois de condenado por crimes de pedofilia, cuja autoria reiteradamente nega. É nas palavras que manifesta essa tristeza. Mas também na imagem, no modo como arrasta o discurso, que contrasta com a mestria com que comunicava.


 “A vida desiludiu-me muito. Não por culpa da vida, mas do ser humano. Isso provocou em mim uma enorme desilusão, na medida em que eu acreditava que o ser humano era basicamente bom. E, afinal, a quantidade de seres humanos basicamente maus é muito maior do que aquela que eu pensava. Nesse sentido, estou um bocado desiludido. Mas ainda tenho uma enorme vontade de viver. E ainda tirar da vida alguns gostos e prazeres que a vida tem para me dar, em quantidade e qualidade diferente…”, diz.

“Não estou a fazer praticamente nada. Estou a viver, a passar o tempo”

Carlos Cruz esteve em entrevista ao Cascais24 e falou de um presente que nunca pensou viver. Ele recorda um passado que o tranquiliza: “Eu olho para trás e vejo que não fiz mal a ninguém”. Com aparente agonia no rosto, produz uma frase forte: “Não estou a fazer praticamente nada. Estou a viver, a passar o tempo”.



 “A vida desiludiu-me muito. Não por culpa da vida, mas do ser humano. Isso provocou em mim uma enorme desilusão, na medida em que eu acreditava que o ser humano era basicamente bom. E, afinal, a quantidade de seres humanos basicamente maus é muito maior do que aquela que eu pensava. Nesse sentido, estou um bocado desiludido. Mas ainda tenho uma enorme vontade de viver. E ainda tirar da vida alguns gostos e prazeres que a vida tem para me dar, em quantidade e qualidade diferente…”, diz.

 Carlos Cruz diz-se um “defensor da verdade”, fala em “caráter”, em “amizade”, em valores. “Não estou triste com a vida, mas tenho levado umas pancadas que, se eu não fosse condescendente, se calhar estaria desiludido. Mas não. Estou cauteloso”, refere. “Eu olho para trás e vejo que não fiz mal a ninguém”.

A frase lança o mote para o Processo Casa Pia, “um grande erro judiciário”, segundo Carlos Cruz, que recorre à História e faz um paralelismo com o Processo dos Távoras. “Ainda hoje me interrogo onde estão as verdadeiras origens. Não tenho resposta para isso. acho que a partir do momento em que começou, os responsáveis por ele [processo] perderam o controlo”, salienta.

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